quinta-feira, 15 de março de 2012
A mulher perfeita
Deuteronômio 18:13 - Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus.
Um homem saiu pelo mundo à procura da mulher perfeita.
Depois de dez anos de busca, resolveu voltar à sua aldeia. Seu melhor amigo lhe pergunta:
- Encontrou a mulher perfeita em suas andanças?
O homem responde: - Ao sul, encontrei uma mulher linda.
Seus olhos pareciam duas pérolas, seu cabelo era da cor da asa da graúna, seu corpo era lindo como o de uma deusa.
O amigo, entusiasmado, diz: Onde está sua esposa?
- Infelizmente, ele não era perfeita, pois era muito pobre...
Fui para o norte e encontrei uma mulher que era a mais rica da cidade. Não tinha nem noção do poder e do dinheiro que tinha.
O amigo:
- Então, essa era perfeita?
- Não – respondeu o homem. – O problema é que nunca vi criatura mais feia em toda minha vida...
Mas, finalmente, no sudeste, conheci uma mulher linda. Sua beleza era de ofuscar os olhos, tinha muito dinheiro, era perfeita.
- Então, você se casou com ela, não é, amigo?
- Não, porque, infelizmente, ela também procurava o homem perfeito.
Alexandre Rangel - As mais belas parábolas de todos os tempos, ed. Leitura.
Timidez
| Timidez |
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante Ele.
Maria Angélica chegou ao meu escritório acompanhada de sua mãe. Ambas tinham
esperanças de que, em duas ou três sessões de aconselhamento, eu solucionasse todos
os problemas daquele garota!.
Ela pareceu-me fria, distante, fazendo questão de manter um considerável afastamento
emocional e demonstrou muita dificuldade em expressar desembaraçadamente o que
sentia.
Na verdade, creio que Maria Angélica estava aborrecida e constrangida por sua mãe
submetê-la, no seu entender, ao suplício de um aconselhamento. O silêncio foi a forma
que ela encontrou para tentar preservar sua dignidade. Se ela se abrisse inteiramente
comigo, estaria concordando com sua mãe que necessitava de ajuda.
Depois de algumas sessões, descobri o motivo de suas lutas interiores. Maria Angélica
finalmente confessou seu terror em ter que enfrentar pessoas desconhecidas, todas
aquelas que não pertenciam ao seu círculo de familiares e amigos mais próximos.
Bem que ela gostaria de se relacionar facilmente com os outros, conhecer novas
pessoas, ter e fazer diversos e diferente amigos. Porém, o receio de dizer algo ou ter
alguma atitude que a embaraçasse, que a deixasse muito exposta, era mais forte.
Ela me disse que, às vezes, chegava a se esconder só para não ter que enfrentar uma
visita. Diariamente ia e voltava sozinha da escola, para evitar ter que conversar com
algum colega. Sempre chegava ao colégio quando a aula estava prestes a começar,
pois assim não era obrigada a sentar ao lado de ninguém.
Assinar:
Postagens (Atom)
